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2ª ETAPA DO FÓRUM ESPORTE FITNESS E WELLNESS ABORDA O EMPREENDEDORISMO NA PRÁTICA

  • sitefpefit
  • 20 de ago. de 2022
  • 5 min de leitura

Depois da estreia no último dia 12 de junho a Federação Paulista de Esportes & Fitness (FPEFIT) realizou neste sábado, 20, em conjunto com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo (SEME) a segunda e última etapa do ‘Fórum Esporte Fitness e Wellness’.


Criado com o objetivo de apresentar alguns panoramas sobre empreendedorismo, prestação de serviços e novos meios de geração de renda no mercado da Educação Física, o evento reuniu palestrantes renomados do mercado para falarem sobre as oportunidades que o profissional da área tem à disposição atualmente. Neste segundo dia de atividades, os convidados abordaram questões mais práticas na hora de montar um negócio.


Abertura com secretários municipais de Esportes


Dando início aos painéis do dia, o mediador Mauricio Fernandez, da presidência da Associação Brasileira da Indústria do Esporte (ABRIESP), recebeu online os secretários de Esportes Fernando Vanin (Campinas/SP), Kátia Maria Riêra (São José dos Campos/SP), Luís Cláudio Tarallo (Jundiaí/SP) e André Trindade (Ribeirão Preto/SP) para falarem sobre os cases de implementação de tecnologia, inovação e empreendedorismo em seus respectivos municípios.


Um dos pontos chave do debate diz respeito à importância dos governos apoiarem o terceiro setor, uma vez que boa parte das Organizações da Sociedade Civil (OSC) no ramo esportivo são presididas ou geridas por profissionais de Educação Física, ou seja, uma forma diferente de empreender e que necessita da mesma forma de fomento e capacitação.


Como abrir um negócio do zero


O segundo tema do dia foi apresentado por Enio Duarte Pinto, economista e gerente da unidade de Relacionamento do Sebrae Nacional. Para apresentar o cenário geral do empreendedorismo, o especialista afirma que hoje a sociedade vive num mundo denominado VUCA, sigla em inglês para Volatility, Uncertain, Complex and Ambiguous.


Isso significa que o mercado hoje é volátil (com alta velocidade e intensidade das forças que impulsionam mudanças), incerto (com alta imprevisibilidade), complexo (há muitos fatores envolvidos em qualquer processo de transformação) e ambíguo (várias maneiras e diferentes pontos de vista para entender e analisar os fatos).


Sendo assim, ele crava: “para abrir um negócio do zero preciso saber antes de tudo se o profissional tem um perfil empreendedor. Se tiver, deverá fazer uma análise do mercado para definir quem são seus potenciais fornecedores, concorrentes e clientes. Depois disso, o plano de negócio deverá abordar as questões financeiras, como investimento inicial e a viabilidade do projeto.


Perspectivas financeiras e tributárias


E o tema dinheiro foi o foco da terceira palestra do dia, apresentada pela fundadora da Flui Finanças e conselheira do CRCSP, Nayara Momesso Oliveira. Segundo ela, ao abrir uma empresa, todo profissional deve ter em mente as perspectivas financeiras, tais como check list eficiente, passo a passo de uma boa gestão e ferramentas e estratégias, e tributárias, como impostos, burocracias fiscais (modalidades de pessoas jurídicas, recolhimento de impostos etc.) e planejamento.


Para implantar uma boa gestão financeira ela sugere cinco passos:


1. Liste os custos fixos

2. Liste os recebimentos recorrentes (contratos) e faça a média dos recebimentos semestrais

3. Alimente a plataforma de gestão financeira ou planilha com informações para os próximos 6 meses

4. Acompanhe os valores que foram pagos e recebidos

5. Analise se a conta está fechando, corte custos, revise a precificação e elabore novas estratégias e metas


Pitch: aprenda a vender sua ideia


Com experiência internacional, Ana Kasmanas trouxe como ponto central de sua palestra o Pitch de vendas, um tipo de discurso usado principalmente para atrair clientes, a partir de uma narrativa clara, objetiva e de curta duração. Ana deixou claro que para alcançar bons resultados, é preciso trazer à tona questionamentos e soluções que se relacionem às necessidades do público-alvo, considerando sempre o estágio da jornada de compra em que cliente se encontra. Ao longo de sua fala, ela detalhou o que nunca dizer, o que cada cliente deseja e como ser mais assertivo no discurso.


Elaborando um plano de negócios (mão na massa!)


Pedagogo e delegado regional do CREF4/SP, Flory Nunes Santos trouxe ao público como elaborar na prática um plano de negócios, instrumento fundamental para todo projeto que mostra o planejamento e a viabilidade daquela iniciativa através de etapas, prazos, planilhas de custos, previsão de receitas e outros itens.


Para montá-lo, Santos reitera que o primeiro passo é fazer uma análise profunda do mercado para entender o perfil do público-alvo, seus potenciais concorrentes e possíveis fornecedores. Depois, será estabelecido um plano de marketing, baseado nos famosos 5Ps: produto, preço, praça e promoção voltados sempre para as pessoas, ou seja, o cliente final.


O passo seguinte envolve o plano operacional, a fim de destacar as necessidades do empreendimento. No caso do profissional de Educação Física quais materiais e equipamentos são fundamentais, as pessoas envolvidas, armazenamento e entrega, grade horário, espaço físico e capacidade produtiva.


Já o plano financeiro tem como objetivo desvendar as receitas e despesas mensais, os investimentos iniciais, periódicos, físicos e imobilizados, custos de manutenção, reformas, registro e licenças, capital de giro e um relatório gerencial para determinar o

ponto de equilíbrio e o faturamento mínimo da operação.


Empreendedorismo na prática


Para fechar o evento, o CEO da FIVE Tour Operadora, Gustavo Ferreira, falou sobre como funciona o empreendedorismo na prática, trazendo insights de sua própria experiência como dono de um negócio próprio. Toda a apresentação foi baseada a partir de uma indagação inicial: “Quanto um profissional gostaria de ganhar mais fazendo menos ou o mesmo que ele faz hoje?”.


Para Ferreira, a única forma de maximizar ganhos fazendo o que já se faz é usando a criatividade. No caso dos profissionais de Educação Física isso consiste em criar soluções para aumentar o número de alunos, por exemplo, através de aulas online, atendimentos em grupo, serviços diferenciados, vendas de produtos etc. “O empreendedor precisa saber vender e ajudar as pessoas a encontrarem o que elas precisam”, diz.


Seguindo essa linha, ele explica que o empreendedorismo na prática é encontrar uma oportunidade de mercado e enxergar o futuro. “As pessoas não gostam de que alguém venha vender para elas, mas amam comprar”, diz. Assim, fica evidente que é preciso saber oferecer a coisa certa para as pessoas certas, na hora e nos lugares certos.


“O que o profissional precisa é buscar conhecimento prático para colocar no próprio negócio. É preciso investir em si próprio, em cursos, treinamentos e capacitação. Será que é preciso esperar algo acontecer para se pensar lá na frente e novas formas de gerar renda? A vida nunca é estática, é feita de altos e baixos. Então aproveite os momentos de alta para se preparar e ao menos amenizar os prejuízos quando os períodos de baixa vierem”, finaliza.


O ‘Fórum Esporte Fitness e Wellness’ foi uma realização da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo (SEME) e da Federação Paulista de Esportes & Fitness (FPEFIT) e teve o apoio do Conselho Regional de Educação Física da 4ª Região (CREF4/SP), Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRCSP), Fitness Mais, Família do Esporte e Instituto JB Oliveira.

 
 
 

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